SAÚDE MENTAL INFANTOJUVENIL E RACISMO: UMA REVISÃO DE LITERATURA
DOI:
https://doi.org/10.61164/rmnm.v4i1.3617Keywords:
Saúde mental infantojuvenil; racismo; CAPSi; Centro de Atenção Psicossociais InfantojuvenilAbstract
This study aimed to identify and describe how Brazilian academia has addressed the relationship between racism and child and adolescent mental health, particularly in the context of Child and Adolescent Psychosocial Care Centers (CAPSi). This research conducted an integrative literature review, and after applying inclusion and exclusion criteria, seven studies were selected, including scientific articles and academic papers. Data analysis was guided by Thematic Content Analysis. The results indicate that, although there are public policies external to racial equity in health, the implementation of anti-racist practices in CAPSi remains incipient. There is a lack of research directly addressing the experiences of black children and adolescents in CAPSi. It is observed that professionals often ignore or neglect racial issues, limiting themselves to collecting race/color data without deepening its application in care. Additionally, there is a significant gap in actively listening to black children and adolescents, with most studies focusing on reports from professionals and family members. It is concluded that overcoming these limitations requires not only recognizing racism as a social determinant of health but also critically reflecting on the economic model that sustains and perpetuates structural inequalities. Furthermore, adopting institutional practices that promote equity, child protagonism, and continuous training of teams is essential.
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