MONTY PYTHON’S AND THE HOLY GRAIL
UMA ANÁLISE ESTÉTICA DO GROTESCO E SUA RELAÇÃO COM O RISO
DOI:
https://doi.org/10.61164/rmnm.v5i1.3550Palavras-chave:
Estética, Cinema, Comédia, Monty PythonResumo
Propomos neste trabalho realizar uma apreciação estética de Monty Python’s and the Holy Grail, no intento de permear a peculiaridade do seu trabalho cinematográfico, mas também, por meio dele, pensar categorias estéticas do universo brechtiano e da crítica da modernidade proposta por Walter Benjamin. Queremos nos distanciar do vulgar senso comum que há na recepção de massa do gênero cinematográfico da comédia, para pensar o quão sério também ele pode ser, na específica ruptura que o universo cinematográfico pythoniano traz à experiência de recepção de massa. Nesse viés, o universo estético das obras cinematográficas do grupo Monty Python funciona nas engrenagens dramatúrgicas do nonsense, do grotesco e do absurdo. Provoca um riso incomum com seu humor ácido. Não só nos faz rir do que é externo, mas rir também de nós mesmos. Com efeito, esta pesquisa contribui com os estudos sobre linguagem cinematográfica, mas especificamente demonstra ser um trabalho sobre o funcionamento da psique e do caráter curativo da obra cinematográfica na modernidade.
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